domingo, 9 de outubro de 2011

17 de Outubro - Dia Internacional da Erradicação da Pobreza






A pobreza é uma atroz realidade com que uma grande parte do Planeta se depara. Muitos seres humanos continuam a viver, e a morrer, em condições degradantes.
Cerca de 1,2 mil milhões de pessoas (20% da população mundial), vive penosamente abaixo do limiar da pobreza (com menos de um dólar por dia), aproximadamente 850 milhões sofrem de fome e 30 mil morrem de causas diretamente relacionadas com a pobreza.

Nos países em desenvolvimento, mais de 1000 milhões de pessoas carecem de habitação adequada e estima-se que 100 milhões estejam sem abrigo. Um quinto da população não tem expectativas de vida para além dos 40 anos de idade, 160 milhões de crianças são subnutridas, 110 milhões não recebem educação primária e meio milhão de mulheres morre anualmente durante o parto. Estes são escassos exemplos das sérias catástrofes que a pobreza, direta ou indiretamente, tem vindo a desencadear.

Embora de uma forma insuficiente e desigual, o mundo alcançou progressos reais no domínio da realização do primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milénio: erradicar a pobreza extrema e a fome, reduzindo para metade, entre 1990 e 2015, a proporção de população cujo rendimento é inferior a um dólar por dia.

Os países da África Subsaariana, nomeadamente Moçambique, têm registado progressos demasiado lentos em matéria de realização deste objetivo.

A quatro anos da data-limite fixada, ainda são muitos aqueles que acreditam que, apesar dos resultados atuais, o alcance do primeiro objetivo é uma missão possível e comportável em termos de custos.

A sua consecução, porém, depende de muitos fatores, mas nenhum parece ser mais importante do que o estabelecimento de uma parceria global para o desenvolvimento, tal como prevê o oitavo objetivo do Milénio. Para isso, é preciso que os países desenvolvidos façam um enorme esforço no domínio da ajuda, da redução do endividamento e das concessões comerciais e, naturalmente, no combate à corrupção.

Do mesmo modo é necessário que os países em vias de desenvolvimento façam esforços importantes para reformular os seus programas de desenvolvimento.

-980 milhões de pessoas vivem com menos de 75 cêntimos por dia e quase metade da população mundial (2,8 mil milhões) vive com menos de 1,5 € por dia.

- Mais de 800 milhões de pessoas vão para a cama com fome todos os dias... 300 milhões delas são crianças. Desses 300 milhões de crianças, apenas 8% são vítimas de secas ou outras situações de emergência; mais de 90% sofre de má nutrição de longo prazo e deficiências de micronutrientes.

- A cada ano, seis milhões de crianças morrem de subnutrição antes de completarem cinco anos de idade.

- Mais de 50% dos africanos sofre de doenças relacionadas com a água, como a cólera e a diarreia infantil.

- A cada 30 segundos, uma criança africana morre de malária – num total de mais de um milhão de mortes infantis por ano.

- A cada ano, entre 300 e 500 milhões de pessoas são infectadas com malária. Cerca de três milhões de pessoas morrem como resultado.

- A África Subsariana tem apenas 4% dos trabalhadores de saúde, mas 25% do peso mundial de doenças. As Américas têm 37% dos trabalhadores de saúde, mas apenas 10% do peso mundial de doenças.

- Mais de 1 a cada 4 pessoas adultas não conseguem ler ou escrever. Dois terços delas são mulheres.

- As mulheres trabalham dois terços das horas de trabalho no mundo, produzem metade da comida do mundo, mas recebem apenas 10% da renda mundial e possuem menos de 1% da propriedade privada mundial.

- Quatro em cada dez pessoas no mundo não têm sequer acesso a uma simples latrina. Cinco milhões de pessoas, a maioria delas crianças, morrem em cada ano devido a doenças ligadas ao contacto com a água.

- 2,6 mil milhões de pessoas não têm acesso a condições sanitárias dignas. O Objectivo de Desenvolvimento do Milénio 7, de providenciar metade do deficit global de condições sanitárias, partindo dos níveis de 1990, apela para a extensão das mesmas a mais de 120 milhões de pessoas por ano até 2015.



(Fontes: Relatório de Desenvolvimento Humano 2003, 2005 e 2006, Indicadores do Milénio, Projecto do Milénio, FAO, UNESCO – Relatório de Monitoramento Global 2007, Campanha pela Educação, UNAIDS, UNICEF)

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